Porto do Itaqui prepara nova agenda de descarbonização 2026-2028
Novo ciclo prevê articulação com empresas, universidades e comunidades e dá continuidade ao plano de transição energética lançado em 2022
A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), responsável pela gestão do Porto do Itaqui, iniciou a elaboração da Agenda Ambiental para o ciclo 2026-2028. A iniciativa pretende estabelecer novas ações de descarbonização, monitoramento ambiental e sustentabilidade para o complexo portuário, com participação de empresas, instituições de ensino e pesquisa e comunidades da área Itaqui-Bacanga.
O primeiro encontro para construção da nova agenda foi realizado na última segunda-feira (30). Durante a reunião, foram avaliados resultados e encaminhamentos do ciclo 2023-2025 e discutidas as prioridades para os próximos anos.
As discussões foram organizadas em seis eixos: monitoramento ambiental; mudanças climáticas e descarbonização; educação ambiental; emergências ambientais; saneamento e resíduos; e fiscalização, auditoria e conformidade ambiental.
Entre os temas que devem ganhar continuidade no novo ciclo está a redução das emissões de gases de efeito estufa. O Porto do Itaqui lançou, em 2022, um plano de descarbonização em parceria com a fundação Valencia Port, com foco na transição energética e no envolvimento dos diferentes segmentos da cadeia logística.
A agenda anterior também resultou na rearticulação do Comitê de Monitoramento Integrado da Baía de São Marcos e na estruturação do Comitê de Mudanças Climáticas, Qualidade do Ar e Redução de Emissões Atmosféricas.
Segundo a EMAP, a descarbonização voltou a aparecer como uma das principais prioridades para 2026-2028, ao lado de iniciativas de inovação sustentável, educação ambiental e maior participação das empresas que integram o complexo portuário.
A construção da agenda prevê rodas de conversa sobre os desafios ambientais e as possíveis soluções. A EMAP será responsável pela coordenação e consolidação dos compromissos, enquanto empresas parceiras deverão contribuir com suporte técnico e operacional.
A participação das comunidades do Itaqui-Bacanga também integra o processo, em uma estratégia de ampliar a articulação entre o porto, as empresas, instituições de pesquisa e a população do entorno.
O novo ciclo deverá dar continuidade às ações de sustentabilidade e transição energética iniciadas nos últimos anos, incorporando os desafios relacionados às mudanças climáticas e à redução das emissões no setor portuário.
Site Benews – 04/09/2026
