Arco Norte concentra mais que o dobro de milho exportado por Santos
Avanço reforça a mudança na logística de escoamento da produção agrícola brasileira, com maior participação de portos do Norte e Nordeste
O Arco Norte respondeu por 46,12% das exportações brasileiras de milho entre janeiro e julho de 2026, consolidando a região como o principal corredor de saída do cereal produzido no País. A participação supera em mais de duas vezes a registrada pelo Porto de Santos, que concentrou 22,27% dos embarques no período.
Os dados constam do Boletim Logístico de agosto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao todo, o Brasil exportou 9,8 milhões de toneladas de milho nos sete primeiros meses do ano, volume 10,53% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O avanço do Arco Norte reforça a mudança na logística de escoamento da produção agrícola brasileira, com maior participação de portos e terminais localizados ao Norte e ao Nordeste. O corredor reúne estruturas como Itaqui (MA), Barcarena (PA), Santarém (PA) e Itacoatiara (AM), conectadas às regiões produtoras por rodovias, ferrovias e hidrovias.
A proximidade com áreas de produção do Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso, favorece a utilização desses terminais em determinadas rotas e pode reduzir distâncias e custos de transporte. A competitividade, porém, depende das condições das estradas, da disponibilidade de ferrovias e hidrovias, do nível dos rios, da capacidade dos terminais e das filas para carregamento e embarque.
Arco Norte avança também na soja
O movimento não se restringe ao milho. Entre janeiro e julho, o Arco Norte respondeu por 39,03% das exportações brasileiras de soja, enquanto Santos concentrou 35,74% dos embarques.
O Brasil exportou 82,9 milhões de toneladas de soja no período, alta de 7,8% em relação aos sete primeiros meses de 2025. No caso do farelo de soja, Santos permaneceu como o principal ponto de embarque do País.
A expansão dos corredores do Arco Norte reduz a concentração da movimentação de grãos nos portos do Sul e Sudeste e amplia a importância estratégica de terminais localizados próximos às principais regiões produtoras do Centro-Oeste.
Site Benews – 04/09/2026
