2026-09-03
Suape zera tarifa de armazenagem para recuperar exportação de frutas

O Tecon-Suape, terminal de contêineres do Porto de Suape, zerou a tarifa de armazenagem para cargas de frutas do Vale do São Francisco destinadas à exportação. A medida faz parte da estratégia do complexo portuário pernambucano para recuperar a movimentação de uvas e mangas da região, que há cerca de 20 anos deixou de utilizar Suape como principal porta de saída para o mercado internacional.

A isenção foi anunciada na quarta-feira (26) pelo diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto, e pelo CEO do Tecon-Suape, Thomas Lima. O benefício contempla contêineres refrigerados com frutas destinadas ao mercado externo, independentemente do período de permanência da carga no terminal.

Segundo o Tecon-Suape, a medida elimina um dos componentes do custo da operação portuária e busca tornar Pernambuco mais competitivo na disputa pela carga da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco. “A isenção da armazenagem é uma medida concreta para reduzir custos, tornar a operação mais competitiva e criar condições para que a produção de frutas do nosso Estado volte a utilizar Suape como porta de saída para o mercado internacional”, afirmou Thomas Lima.

A iniciativa integra o Pacto pelo Agro, programa que reúne diferentes setores para enfrentar gargalos logísticos, reduzir custos e melhorar o escoamento da produção pernambucana.

Disputa 

O Vale do São Francisco é um dos principais polos de fruticultura irrigada do país e atualmente utiliza outros portos nordestinos para suas exportações. Em 2025, 89% das exportações de uvas e mangas da região foram realizadas pelo modal marítimo, enquanto 6% utilizaram o transporte aéreo e 5% seguiram por rodovias.

Entre os portos utilizados para o transporte marítimo, Fortaleza concentrou 82% da movimentação, com cerca de 255 mil toneladas. Salvador respondeu por 12%, com 37,9 mil toneladas, e Natal por 5%, com 17 mil toneladas.

A intenção de Suape é disputar parte desse mercado por meio da redução dos custos portuários. Para o presidente da Associação dos Produtores do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto, a iniciativa é positiva, mas a decisão dos exportadores dependerá da análise de toda a cadeia logística.

Além dos custos, fatores como frequência dos serviços marítimos, disponibilidade de navios e destinos atendidos pelas linhas regulares também serão considerados pelos produtores e exportadores.

Site Benews – 03/09/2026


Voltar