Canal fechado afeta fila de navios e novas escalas em Itajaí-Navegantes
Pelo menos oito embarcações estão afetadas pela interrupção, enquanto seis navios aguardam fundeados
O fechamento do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, já afeta a programação de navios e coloca novas escalas em risco. A Autoridade Marítima decretou a impraticabilidade total do canal na tarde de segunda-feira (31) e, desde então, não foram registradas novas entradas de embarcações no complexo.
Dados da Praticagem ZP-21 consultados nesta quarta-feira (2) indicam seis navios fundeados na região. Outros dois, os porta-contêineres CMA CGM Legacy e Xin Chong Qing, aparecem na programação na condição de “drifting”, termo utilizado para indicar embarcações que aguardam condições ou instruções para prosseguir com a operação.
Com isso, pelo menos oito embarcações estão diretamente afetadas pela interrupção das manobras.
A última entrada registrada antes do fechamento foi a do porta-contêineres MSC Athens, que realizou a manobra às 14h30 de segunda-feira (31) e atracou na Portonave, terminal portuário privado em Navegantes. A operação ocorreu menos de duas horas antes da determinação de impraticabilidade total, anunciada às 16h20.
Desde então, a Praticagem não registrou novas entradas no complexo. A restrição também impede a realização de manobras de saída enquanto não houver liberação do canal pela Autoridade Marítima.
Programação afetada
Para quinta-feira (3), a Praticagem lista seis entradas previstas: NC Breda, Palena, Industrial Song, CMA CGM Legacy, Xin Chong Qing e Log-In Jacaranda. Todas aparecem com horário de entrada como TBC (To Be Confirmed), ou seja, ainda sem confirmação.
Se a restrição permanecer, a tendência é de aumento da fila e necessidade de reprogramação das escalas. O impacto sobre a operação dos terminais dependerá do tempo de permanência do canal fechado e da liberação das manobras pela Autoridade Marítima.
Chuva e correnteza
A interdição foi determinada após as chuvas intensas elevarem a vazão do Rio Itajaí-Açu e, consequentemente, a velocidade da corrente no canal de acesso ao complexo. As condições de correnteza interferem na segurança das manobras e são consideradas pela Autoridade Marítima na liberação da navegação.
O aumento do volume de água também pode transportar maior quantidade de sedimentos para o canal, contribuindo para alterações nas condições de navegação e exigindo monitoramento das profundidades e do calado disponível.
Mesmo com o canal impraticável para as manobras de navios, a draga Hopper TSHD Utrecht permanece em atividade desde domingo (30), realizando a retirada de sedimentos.
A Superintendência do Porto de Itajaí informou que acompanha as condições hidrológicas, meteorológicas e operacionais, além dos níveis de sedimentação e das profundidades do canal. O monitoramento é realizado em conjunto com a Marinha do Brasil, a Praticagem e os demais agentes do complexo portuário.
Site Benews – 03/09/2026
