PIANC defende integração e simulação para tornar portos mais eficientes
Especialistas destacaram o papel do conhecimento técnico, da cooperação e de ferramentas de simulação no planejamento de projetos
A integração entre conhecimento técnico, inovação e cooperação institucional foi apontada como fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura aquaviária brasileira durante o Fórum Sudeste Export, realizado nesta quinta-feira (13), em Vitória (ES). Em um dos momentos da programação, a PIANC apresentou iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento e à formação de profissionais, enquanto uma palestra técnica abordou o uso de simuladores no planejamento e na operação de projetos portuários.
A secretária-geral executiva da PIANC, Ana Paula Jaeger, destacou que a entidade atua integrando a produção internacional de conhecimento às necessidades do setor no país. “Quando a gente fala de evolução da infraestrutura, a gente precisa de uma combinação entre conhecimento técnico, planejamento, inovação e, principalmente, cooperação institucional”, afirmou.
Fundada em 1885, a PIANC é uma associação técnico-científica dedicada à infraestrutura de transporte aquaviário. A organização reúne representantes de governos, autoridades, empresas e universidades para discutir soluções e produzir recomendações técnicas voltadas ao setor.
Segundo Ana Paula, a atuação da entidade no Brasil busca aproximar profissionais e instituições das experiências desenvolvidas internacionalmente.
Entre os temas tratados pelos grupos de trabalho da organização estão gestão de sedimentos e dragagens, segurança da navegação, estruturas de atracação e amarração, dimensionamento de canais de acesso, planejamento de portos e terminais e sustentabilidade ambiental.
Simulação pode reduzir custos e otimizar projetos
Na sequência da programação, a líder de Projetos de P&D no Tanque de Provas Numérico (TPN-USP), Maria Chame, apresentou o emprego da simulação numérica em projetos de vias de acesso em áreas portuárias.
A especialista destacou que o crescimento do tamanho dos navios cria novos desafios para os portos, que precisam adaptar suas estruturas sem comprometer a segurança e a eficiência das operações. “Os portos estão, a cada dia, recebendo navios maiores. E os portos têm uma infraestrutura portuária, têm uma restrição física, e isso exige ferramentas que garantam a segurança operacional e a eficiência financeira”, explicou.
Também foi destacada a PIANC 171, aprovada em fevereiro e prevista para ser lançada ainda este ano, que terá como foco o emprego de simuladores como ferramentas de engenharia. “O objetivo da 171 é demonstrar a importância do uso de simuladores e, não só isso, mas também criar uma recomendação de como empregar esses simuladores como uma ferramenta numérica”, afirmou.
De acordo com ela, os simuladores permitem aprofundar análises que começam no projeto conceitual e avançar para parâmetros mais precisos durante a etapa de projeto detalhado. A tecnologia pode ser utilizada, por exemplo, para avaliar as dimensões de bacias de evolução, a velocidade de navegação e a necessidade de uso de rebocadores.
Site Benews – 14/08/2026
