Guarujá avança em estudo de viabilidade para retroporto e expansão do porto
Zona Retroportuária de Guarujá (ZRG) abrange uma área de 4,5 milhões de metros quadrados, localizada às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni
O município de Guarujá, que abriga os terminais da margem esquerda do Porto de Santos (SP), avança na estruturação de um projeto voltado à preparação de uma área destinada à instalação de novos terminais retroportuários. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do complexo santista, acompanhando o crescimento contínuo das operações na região e reduzindo gargalos de armazenagem.
A chamada Zona Retroportuária de Guarujá (ZRG) abrange uma área de 4,5 milhões de metros quadrados, localizada às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O espaço foi planejado para receber terminais retroportuários, pátios de contêineres, armazéns e outros serviços logísticos essenciais ao setor.
A criação da ZRG foi prevista pela Lei Complementar nº 156/2013 e regulamentada pelo Decreto Municipal nº 11.257/2017, que estabelecem diretrizes para o uso exclusivo da área em atividades ligadas ao setor portuário e logístico.
Segundo o prefeito de Guarujá, Farid Madi (PODE), o projeto é considerado um dos principais vetores de desenvolvimento econômico do município.
“No meu primeiro mandato nós desenvolvemos um projeto de retroporto na margem esquerda, com uma área de 4,5 milhões de m², e esse projeto ficou deixado um pouco de lado nos últimos 20 anos. Estamos fazendo um estudo, de viabilidade, para fazer esse projeto de forma segura e ampla. O projeto está em andamento, temos muitas empresas que nos procuraram e demonstraram interesse de se instalar na área do retroporto. Acho que trata-se do maior projeto em área de retroporto do Brasil, e vai ser muito bom para nós economicamente. Guarujá está em franco desenvolvimento”, comentou.
A viabilização da ZRG está diretamente relacionada a outros projetos estruturantes do litoral paulista, como a expansão dos terminais da margem esquerda, novos arrendamentos portuários e a construção do túnel Santos-Guarujá, que deve melhorar significativamente a integração logística entre as duas margens do porto.
A implantação de novos terminais retroportuários é uma das principais demandas do complexo santista. Essas operações são fundamentais para a armazenagem e estocagem de cargas próximas aos terminais, além de ampliar a oferta de áreas, hoje limitadas dentro da zona portuária.
“Há 20 anos, conseguimos um consórcio de dez empresas que chegaram a aportar recursos, mas infelizmente não houve andamento. O projeto continua super atual, o desafio principal é encontrar o melhor modelo para que ele fique de pé. É uma área que tem proprietários, tem área da prefeitura, área da União. A ideia é juntar tudo de uma forma que a gente possa fazer com que ele aconteça”, declarou o prefeito.
Sem detalhar prazos ou cronograma, o prefeito afirmou que o avanço do projeto dependerá da participação da iniciativa privada para investimentos nas obras necessárias, além do cumprimento das etapas regulatórias e dos licenciamentos ambientais exigidos para a implantação das atividades na ZRG.
Site Benews – 08/07/2026
