2026-06-18
Concessão do canal do Porto de Itajaí prevê retirada de navio naufragado

Projeto de R$ 350 milhões inclui ampliação do calado e remoção dos destroços do Pallas, afundado na foz do rio Itajaí-Açu desde 1893

A concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí (SC) deve marcar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense. Entre as intervenções previstas está a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu em 1893 e considerado um dos principais obstáculos para a expansão futura do porto.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado no segundo semestre deste ano.

Além de garantir dragagens programadas e maior previsibilidade operacional, o contrato permitirá o aprofundamento do calado para até 16 metros, possibilitando a atracação de embarcações de até 400 metros de comprimento, entre as maiores cargueiros em operação no mundo.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, reforçou que a concessão “dará previsibilidade à operação portuária com dragagens programadas e possibilita aprofundar o calado para até 16 metros, viabilizando a entrada de navios de 400 metros de comprimento, os maiores cargueiros do mundo.”

O projeto também contempla a retirada de outras interferências no canal de acesso, a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), voltado ao monitoramento do tráfego aquaviário, e a ampliação da infraestrutura de navegação.

Navio Pallas

A intervenção permitirá a ampliação da bacia de evolução e abrirá caminho para a operação de navios da classe New Panamax, aumentando a eficiência e a competitividade do complexo.

No fim de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Univali e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para a realização dos estudos técnicos necessários à retirada da embarcação. De acordo com o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa é fundamental para ampliar a segurança da navegação e preparar o complexo para receber embarcações maiores.

Redescoberto em 2017 durante obras de dragagem, o Pallas permaneceu submerso por mais de um século. Embora não afete as operações atuais, sua presença limita a expansão da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações de maior porte. Com a retirada dos destroços, a Bacia de Evolução nº 2 poderá ser ampliada para 530 metros de diâmetro, elevando a segurança das manobras e a capacidade operacional do porto.

Site Benews – 18/06/2026

 


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