Hidrovia do Tapajós transporta 2,38 milhões de toneladas no 1º bimestre
Soja e milho representam 86% da movimentação, seguidos por adubos e fertilizantes, com 6,3%
A Hidrovia do Rio Tapajós, que conecta o estado do Mato Grosso ao Pará, desaguando no Rio Amazonas, transportou 2,38 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2026. Os produtos como a soja e o milho representaram 86% do total da movimentação, seguidos por adubos e fertilizantes, com 6,3%, e granéis líquidos, com 7,4%.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, este volume consolida o crescimento do corredor hidroviário registrado em 2025, quando a hidrovia movimentou 16,8 milhões de toneladas, alta de 14,3% em relação a 2024. O desempenho mantém o ritmo de expansão mesmo diante de cenário de seca moderada na região.
Atualmente, as cargas chegam das regiões produtoras do Mato Grosso pela BR-163 até as instalações portuárias em Miritituba, no município de Itaituba (PA). De lá, as barcaças seguem pelo rio até os terminais portuários de Santarém e Barcarena, no Pará, de onde a produção é exportada para mercados internacionais.
Comboio
Um dos destaques do ano é a operação de comboio de 36 barcaças, com capacidade de 110 mil toneladas. A operação demonstra o potencial de escala e a sustentabilidade ambiental do transporte hidroviário quando comparado ao transporte rodoviário.
Em 2025, o transporte de soja e milho representou 88,4% da movimentação na Hidrovia do Rio Tapajós. O petróleo e derivados cresceram 40%, enquanto o transporte de adubos e fertilizantes aumentou 46,8% frente ao ano anterior.
Benefícios
Ainda segundo o MPor, os serviços ofertados com a concessão tornarão a infraestrutura aquaviária mais confiável. Como por exemplo, o transporte por vias navegáveis emite 80% menos CO2 que o transporte pelas rodovias. O investimento em tecnologias de monitoramento ambiental e a redução da dependência de caminhões vão contribuir para a preservação da Amazônia.
A concessão da hidrovia ainda prevê serviços de dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica para garantir segurança, confiabilidade e regularidade da navegação.
As concessões também garantem logística mais eficiente e barateiam o frete, o que pode refletir na redução de preços de produtos básicos que chegam pelo rio.
Site Benews – 13/05/2026
