ANTT aposta em corredor sustentável em acesso ao Porto de Paranaguá
Iniciativa com a EPR Litoral Pioneiro busca ampliar segurança e eficiência operacional e preparar BR-277 para eventos climáticos
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a EPR avançam no desenvolvimento de um corredor logístico sustentável entre a BR-277 e o Porto de Paranaguá (PR). O projeto, desenvolvido por meio de um sandbox regulatório, busca soluções para aumentar a eficiência da principal ligação rodoviária entre a Região Metropolitana de Curitiba e o principal complexo portuário do estado.
A iniciativa foi detalhada nesta quinta-feira (17), durante painel técnico do Fórum Sul Export 2026, realizado em Foz do Iguaçu. Segundo a superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da ANTT, Cynthia Ruas, o projeto faz parte da estratégia da agência de criar corredores multimodais conectando rodovias concedidas a portos.
“Corredores logísticos sustentáveis multimodais necessariamente são trechos que estão conectando rodovias concessionadas da ANTT a portos. Nesse caso, estamos conectando a nossa concessão da EPR Litoral Pioneiro ao Porto de Paranaguá”, explicou.
Entre as medidas avaliadas estão sistemas contra incêndios e neblina, melhorias na gestão do fluxo de caminhões, comunicação e eletrificação.
O diretor-presidente da EPR, José Carlos Cassaniga, afirmou que o projeto também considera a necessidade de tornar o corredor mais preparado para eventos climáticos e reduzir interrupções no tráfego.
“Era necessário considerar as condições de resiliência climática, necessidades de outras tecnologias e buscar eficiência operacional para que esse corredor tivesse o mínimo de interrupções de faixas de tráfego”, declarou.
Segundo o executivo, o sandbox permitirá desenvolver projetos específicos e estudos de viabilidade para investimentos complementares. Entre as possibilidades está uma ligação adicional entre segmentos do trecho de serra.
“Estamos nesse estágio de sandbox que convida o desenvolvimento de projetos específicos na direção desses grandes componentes. Resiliência climática é a principal e eficiência operacional também traz melhorias e pode determinar até projetos de investimentos”, comentou o executivo.
A gerente de Sustentabilidade e Inovação da ANTT, Claude Soares Ribeiro de Araújo, explicou que três frentes iniciais serão estudadas: resiliência no trecho de serra, mobilidade na chegada a Paranaguá e indicadores para mensurar os resultados das ações de sustentabilidade.
“O principal é esse estudo de resiliência. Por ser a única ligação e por ser uma serra, tem um estudo para ver qual solução seria mais adequada, se é um trajeto alternativo ou o que poderíamos trazer para melhorar a segurança na serra e diminuir os problemas logísticos de acesso ao Porto”, afirmou.
Segundo a gerente da agência reguladora, o projeto também busca romper com o planejamento isolado dos modais, aproximando concessionária, porto e agências reguladoras na elaboração das soluções. O sandbox terá duração de três anos, período no qual poderão ser incorporadas novas propostas para aumentar a eficiência e a sustentabilidade do corredor.
Site Benews – 18/09/2026
