Maersk e CMA CGM aceleram corrida por megaships de 24 mil TEUs
Armadoras planejam bilhões de dólares em novas encomendas, com navios movidos a LNG e preparados para combustíveis de baixa emissão
A armadora dinamarquesa Maersk e a francesa CMA CGM iniciaram uma nova e agressiva corrida de investimentos no transporte marítimo global. As duas gigantes do setor desenham planos bilionários para encomendar dezenas de navios porta-contêineres de altíssima capacidade, megamaxes de 24.000 TEUs, equipados com tecnologias de propulsão limpa a gás natural liquefeito (LNG) e e-metano. Enquanto a Maersk projeta destinar US$ 8,9 bilhões na aquisição de até 42 novos navios, a CMA CGM acelera seu plano de expansão com encomendas diretas de mais 12 embarcações gigantes para tentar assumir a vice-liderança global do setor até 2027.
A mudança de postura da Maersk pegou o mercado de surpresa. Nos últimos anos, a armadora dinamarquesa mantinha a capacidade total da sua frota estagnada na faixa de 4 milhões a 4,4 milhões de TEUs, direcionando capital para a expansão de serviços logísticos em terra. Agora, o plano de investimento de quase US$ 9 bilhões contempla 12 navios da classe de 24.000 TEU (os maiores do mundo), além de 24 de 19.000 TEU e seis de 18.600 TEU. Todos contarão com motores de combustível duplo (dual-fuel), operando com LNG e preparados para combustíveis de baixa emissão. A maior parte dos pedidos está sendo negociada com estaleiros chineses.
Em paralelo, a CMA CGM consolida uma das maiores carteiras de pedidos do setor marítimo, ultrapassando 1,7 milhão de TEUs encomendados. Os planos da empresa sediada em Marselha incluem a encomenda de mais 12 navios de 24.000 TEU, projetados para operar com LNG e e-metano. A estratégia da armadora francesa é agressiva: aumentar a capacidade total a ponto de ultrapassar a própria Maersk no ranking global de capacidade.
Aviação sustentável
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu prazo até o dia 1º de outubro de 2026 para receber contribuições da sociedade civil, de órgãos reguladores e do setor produtivo à proposta de regulamentação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAv). A iniciativa faz parte do arcabouço de políticas públicas do Governo Federal voltado à descarbonização da aviação comercial brasileira e à ampliação do uso de SAF (Sustainable Aviation Fuel).
Site Benews – 18/09/2026
