Tecon Santos 10 avança para fase decisiva com previsão de R$ 6,4 bi
Projeto que amplia em 50% a capacidade de contêineres do Porto entra na reta final da modelagem e concentra disputa sobre regras do leilão
O projeto do Tecon Santos 10, considerado o maior empreendimento portuário em desenvolvimento no Brasil, avançou para uma fase decisiva com a finalização da modelagem que antecede a publicação do edital e a definição das regras do leilão. O mercado acompanha de perto as condições de participação dos operadores e o cronograma do arrendamento, que prevê investimentos privados de R$ 6,4 bilhões.
Previsto para a região do Saboó, no Porto de Santos, o terminal deve ocupar cerca de 621 mil metros quadrados e contará com quatro berços de atracação destinados à movimentação de contêineres e carga geral.
A concessão terá prazo de 25 anos, com outorga mínima estimada em R$ 500 milhões, embora ajustes na modelagem econômica tenham sido discutidos ao longo do processo.
O governo federal trata o projeto como estratégico para ampliar a capacidade logística do país e atender ao crescimento da demanda por cargas conteinerizadas. Atualmente, o Porto de Santos concentra a maior parte do comércio exterior brasileiro e opera, em determinados períodos, próximo de seus limites operacionais.
A expectativa é que o Tecon Santos 10 aumente em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto, permitindo absorver o crescimento projetado das exportações e importações nas próximas décadas.
No setor, a principal discussão deixou de ser a necessidade do empreendimento e passou a se concentrar no modelo do leilão e nas regras de concorrência.
O ponto central do debate envolve a participação de operadores já atuantes em Santos. A proposta busca equilibrar a atração de investimentos com o estímulo à concorrência dentro do complexo portuário.
Enquanto defensores de restrições argumentam que elas evitariam concentração de mercado e favoreceriam novos entrantes, representantes do setor defendem maior abertura para ampliar a disputa e garantir melhores condições econômicas no leilão.
O projeto já atrai interesse de operadores nacionais e internacionais e é visto como um dos mais relevantes para a infraestrutura logística do país.
Além do impacto direto na operação portuária, o terminal é acompanhado por agentes do comércio exterior e da cadeia logística por seu potencial de aumentar a eficiência, ampliar a oferta operacional e reduzir gargalos no principal corredor de cargas do Brasil.
Caso o cronograma seja mantido, os próximos meses devem ser decisivos não apenas para a definição do vencedor do leilão, mas também para o desenho competitivo do Porto de Santos nas próximas décadas.
Site Benews – 23/06/2026
