2026-06-12
Brasil abre 13 novos mercados para produtos agropecuários

Entre os novos países que terão relação comercial neste setor estão nações da América do Sul e Central, da África e da União Econômica Euroasiática

O Brasil poderá exportar produtos agropecuários para 13 novos mercados, informaram o Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores, em nota conjunta. As aberturas foram formalizadas após a conclusão dos protocolos sanitários entre o governo brasileiro e os de cada país. 

Os acordos envolvem Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e União Econômica Euroasiática.

A Argentina abriu seu mercado para sêmen de pacu-caranha (Piaractus mesopotamicus) do Brasil, enquanto a Bolívia permitiu a entrada de couro bovino salgado brasileiro. El Salvador autorizou a importação de material genético bovino do Brasil.

Para o Equador e República Dominicana, o Brasil poderá exportar milho pipoca, enquanto para a Guiana obteve aval para sementes de coco. Honduras, por sua vez, liberou a entrada de material genético bovino e mudas de cana-de-açúcar do Brasil. Nicarágua deu aval a sementes de pimenta habanero.

O Paraguai autorizou a entrada de sementes de mamona do Brasil, enquanto a Venezuela liberou a importação de sementes de maracujá. Para a Etiópia, o Brasil poderá exportar farinhas e gorduras de pescado, ruminantes e de outros animais e hemoderivados para alimentação animal. A Nigéria abriu o mercado para ovos férteis.

A União Econômica Euroasiática, composta por Rússia, Belarus, Casaquistão, Quirguistão e Armênia, aprovou a exportação de castanha de caju brasileira.

No ano, o País acumula 114 aberturas de mercado para produtos do agronegócio nacional.

A busca por novos mercados acontece enquanto recua o comércio brasileiro com os EUA. O diplomata Marcos Troyjo disse na terça-feira que as relações econômicas entre os países estão muito politizadas, o que tem reflexos no comércio e nos investimentos bilaterais.

“Não consigo lembrar de um momento em que as duas maiores democracias do Ocidente estiveram tão distantes. Do ponto de vista governamental, os Estados Unidos são de Vênus, e o Brasil é de Marte”, comentou Troyjo, que já foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, durante seminário do Lide.

Ele observou que nos últimos doze meses o comércio com os Estados Unidos representou menos de 10% da corrente comercial brasileira. Troyjo criticou o distanciamento entre os governos, lembrando que o governo brasileiro foi ultimo a entrar em contato com o presidente Donald Trump após a sua posse, e não se esforçou muito para mudar a situação desde então.

“Nós somos muito diferentes. E isso, de certa maneira improdutiva, está se refletindo no nosso relacionamento comercial e no nosso fluxo de investimento estrangeiro direto”, afirmou Troyjo.

Site Benews – 12/06/2026


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