Porto de Suape concentra mais de R$ 2 bilhões em obras simultâneas
Complexo avança na requalificação do Molhe de Proteção enquanto APM Terminals finaliza terminal de contêineres eletrificado com início de operações previsto para este ano
O Porto de Suape, em Pernambuco, vive um momento de transformações na sua infraestrutura. O Complexo Portuário avança na quarta e última etapa da requalificação do Molhe de Proteção, estrutura que protege os píeres e garante a segurança das operações, enquanto a APM Terminals encaminha para a reta final a construção do que será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. Juntas, as duas frentes somam investimentos que ultrapassam R$ 2 bilhões.
A obra do molhe foi dividida em etapas a partir de critérios técnicos. Segundo a assessoria de Suape, os trechos com erosões mais graves receberam atenção nas fases iniciais. A quarta fase, em andamento, concentra áreas menos críticas, mas de extensão maior.
O Complexo destacou que a execução completa do projeto é o que garante a eficiência da estrutura. Até agora, R$ 46,1 milhões já foram executados dentro do contrato de R$ 123 milhões, o que representa 37,5% dos serviços concluídos. Considerando todas as etapas anteriores, o investimento total acumulado chega a R$ 182,4 milhões, com data base em março de 2026.
O valor contratado para esta última fase deve passar por reajuste. Segundo o Complexo, o montante passará de R$ 123 milhões para R$ 127,6 milhões, processo que está sob análise do Ministério dos Portos e Aeroportos. A necessidade de aprovação federal se dá porque a obra tem aporte do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. O prazo para conclusão é agosto de 2028, dentro de um cronograma de 47 meses.
TERMINAL ELÉTRICO
Do outro lado do porto, a APM Terminals trabalha para cumprir o calendário do novo terminal de contêineres, cujo investimento supera R$ 2 bilhões. A empresa confirmou que o cronograma segue dentro do previsto, com início das operações no segundo semestre de 2026. As obras estão na fase final e os equipamentos já passam por testes operacionais.
A capacidade inicial do terminal é de 400 mil TEUs por ano, unidade de medida padrão para contêineres no setor portuário. O diferencial do empreendimento está na frota de máquinas: todos os equipamentos funcionam com energia elétrica, o que a empresa aponta como contribuição para uma operação mais sustentável.
Entre os equipamentos em fase de teste estão dois guindastes STS, as estruturas de grande porte usadas para carregar e descarregar contêineres diretamente dos navios. No pátio, sete guindastes pórticos sobre pneus, os chamados e-RTGs, são responsáveis por empilhar e movimentar os contêineres.
De acordo com a APM Terminals, a circulação interna entre o cais e o pátio ficará a cargo de 14 tratores elétricos. Completam o conjunto dois reach stackers elétricos, usados para movimentar e organizar contêineres em áreas de apoio e na carga e descarga de trens e caminhões, e um equipamento dedicado à movimentação de contêineres vazios.
Site Benews – 12/05/2026
