Porto do Rio registra alta de 249% e destaca infra para alcançar resultado
Estado concentra 50% do PIB brasileiro em raio de 500 km e opera 41 terminais portuários além de complexos administrados pela Portos Rio
O Porto do Rio de Janeiro movimentou 8,4 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, alta de 249% em relação ao mesmo período anterior. Os dados foram apresentados pelo sócio do Gallotti Advogados e moderador do painel “Desafios e oportunidades para os portos e terminais do Rio de Janeiro”, Fábio Silveira, durante o Rio de Janeiro Export, confirmaram o aquecimento da logística portuária e infraestrutura do estado.
Segundo ele, os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas em 2025, recorde histórico com crescimento de 6,1%. A região Sudeste respondeu por quase 700 milhões de toneladas, consolidando-se como principal eixo logístico portuário do país. No âmbito da Portos Rio, a movimentação alcançou recorde de 76 milhões de toneladas em 2024.
A subsecretária Adjunta de Economia do Mar do Governo do Estado, Gabriela Campagna complementou os dados destacando vantagens geográficas. “A nossa posição estratégica geograficamente é a melhor se você comparar, por exemplo, com Santos, até com o sul. Nós somos o primeiro e o último ponto de saída. Em 500 km, que é o raio que você sai da cidade do Rio para ir embora, você concentra 50% do PIB brasileiro presente no nosso estado”, afirmou.
ESTADO
A subsecretária ainda informou que o estado opera 41 terminais portuários além dos complexos da Portos Rio. Na região da Baía de Guanabara, funcionam 17 estaleiros ou mais ativos ligados ao setor naval. “A gente é um pujante, eu digo o Rio de Janeiro como estado, é um pujante no setor energético, naval e portuário”, declarou durante o painel promovido pelo Grupo Brasil Export.
Silveira contextualizou a infraestrutura portuária fluminense. A Portos Rio administra Porto do Rio, Porto de Itaguaí, Niterói, Angra dos Reis e Porto do Forno. Cada ativo tem vocação própria; Itaguaí concentra granéis e minério, Niterói atende indústria naval e apoio offshore, Angra dos Reis foca logística energética e operações especializadas, enquanto o Porto do Forno representa oportunidade regional para atividades de eólicas offshore.
Do lado privado, o estado conta com o Complexo Portuário do Açu no norte fluminense, com conexão forte com gás, mineração, energia, cargas industriais e novas cadeias logísticas. O diretor da OSX, Marcos Araújo, relacionou momento atual a oportunidades de desenvolvimento.
Site Benews – 28/04/2026
