2026-04-16
TESC investirá R$ 100 milhões na primeira fase de ampliação do terminal

Obras no píer vão permitir a atracação simultânea de dois navios simultâneos e preparar o terminal para receber navios maiores

O Grupo Solaris deu início neste mês de abril a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina, o TESC, em São Francisco do Sul. A cerimônia da primeira estaca da obra reuniu autoridades e diretores do Grupo.

Com investimentos iniciais de R$ 100 milhões, a obra vai permitir a atracação simultânea de dois navios e vai preparar o terminal para receber embarcações de maior porte, o que vai contribuir para ampliação de sua capacidade operacional. O projeto consiste na ampliação de 66 metros na extensão do píer, com a manutenção da largura de 52 metros. A previsão é de conclusão ainda em 2026.

Com a ampliação do berço de atracação, será possível a operação simultânea de dois navios, aumentando a produtividade e reduzindo o tempo de espera para carregamento e descarga.

Conforme anunciado, a ampliação do píer faz parte da primeira etapa de um plano mais amplo que visa a expansão e modernização do TESC. Além da quantia de R$ 100 milhões, o Grupo Solaris mira um novo ciclo de investimentos, em mais de R$ 500 milhões, que está sob análise junto ao Ministério de Portos e Aeroportos, com previsão de aprovação para o final do primeiro semestre de 2026.

“Este é apenas o primeiro passo de um projeto transformador para o TESC. Estamos preparando o terminal para um novo patamar de capacidade, eficiência e competitividade, em linha com a evolução do comércio exterior brasileiro”, afirmou Stéphane Frappat, CEO da Solaris.

Intervenções

O Grupo Solaris anunciou que a primeira fase será executada de forma integrada às operações rotinas do TESC, garantindo a continuidade das atividades. Já a segunda fase do projeto de ampliação, prevista para começar no segundo semestre de 2026, também foi estrategicamente planejada para ocorrer sem impactos relevantes à operação do terminal.

A etapa contempla novos investimentos em armazenagem, recepção rodoviária e sistemas de movimentação, ampliando ainda mais a capacidade logística do terminal. O plano de expansão contempla iniciativas de descarbonização, aumento de eficiência energética e redução de impactos operacionais.

Ganhos operacionais

As obras visam posicionar o TESC para aproveitar os ganhos decorrentes da dragagem de aprofundamento da Baía de Babitonga, canal de acesso ao porto de São Francisco do Sul e demais terminais, como é o caso do TESC e do Porto Itapoá. O projeto vai aumentar o calado do canal para 16 metros, o que vai permitir a passagem de maiores embarcações.

Além disso, com a nova profundidade, a expectativa é ampliar a competitividade do terminal principalmente nos segmentos de fertilizantes, soja, milho, farelo, açúcar e demais granéis sólidos, além de fortalecer a operação de carga geral, produtos siderúrgicos e cargas de projeto.

Site Benews – 16/04/2026


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