Navio que bateu em balsas deixa o Porto de Santos após operação
Porta-contêineres Seaspan Empire seguiu viagem para o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul
O navio Seaspan Empire, que se envolveu em um acidente com duas balsas que fazem a travessia Santos-Guarujá (SP), na noite da última segunda-feira (16), deixou o Porto de Santos (SP) na madrugada desta quarta-feira (18). Agora, o porta-contêineres segue viagem para o Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde deve atracar nesta quinta-feira (19).
A embarcação estava no terminal da DP World, na margem esquerda do complexo santista. A companhia, no entanto, não informou se o navio realizou operação de embarque ou desembarque de cargas, nem o número de contêineres movimentados no terminal. A Praticagem havia informado que o navio estava carregado com 3 mil contêineres, mas sem especificar o tipo de carga.
Acidente
Sob bandeira de Singapura, o Seaspan Empire foi construído em 2010 e tem pouco mais de 294 metros de comprimento, 32 metros de largura e 50 metros de altura.
Imagens de satélite mostraram que o navio, após receber autorização para adentrar o canal do Porto de Santos, partiu em direção ao terminal da DP World, mas retornou devido à falta de espaço no berço de atracação.
Ao voltar para a área de fundeio, houve a colisão com as balsas FB-14 e FB-15, que estavam fora de operação no momento. Tripulantes que estavam na embarcação FB-15 pularam no mar, e nadaram até a margem esquerda, em Guarujá. Ninguém ficou ferido.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Praticagem informaram que o navio recebeu nova autorização e atracou no terminal da DP World às 3h da manhã na madrugada de terça-feira (17).
A Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), instaurou um inquérito administrativo para apurar as causas e possíveis responsáveis pela colisão, mas ainda não há previsão de quando a investigação será concluída.
As duas balsas estão fora de operação, aguardando a determinação da CPSP. A travessia, no entanto, continua em operação normal com as outras embarcações que operam o serviço, segundo o Departamento Hidroviário de São Paulo.
Site Benews – 19/02/2026
