Nordeste registra US$ 25 bi em exportações, melhor desempenho em 3 anos
Balanço da Superintendência de Desenvolvimento da Região mostra que a China concentrou a maior parte das compras de produtos nordestinos
A região Nordeste fechou 2025 com exportações que chegaram perto dos US$ 25 bilhões, marca que representa o melhor desempenho dos últimos três anos. O valor corresponde a aproximadamente 7% do total comercializado pelo Brasil no mercado internacional. É o que marca o balanço da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Os produtos do reino vegetal encabeçaram as exportações nordestinas, com US$ 6,9 bilhões. Os minerais aparecem em segundo lugar, com US$ 4,6 bilhões, seguidos pelos produtos das indústrias alimentares, que somaram US$ 2,1 bilhões.
A China concentrou a maior parte das compras de produtos nordestinos, com US$ 6,22 bilhões. Estados Unidos ficaram em segundo, com US$ 2,89 bilhões, e o Canadá em terceiro, com US$ 2,72 bilhões. Na América do Sul, a Argentina foi o principal parceiro comercial, com US$ 1,62 bilhão. Na Europa, os Países Baixos registraram o maior volume de compras, totalizando US$ 1,19 bilhão.
ESTADOS
A Bahia liderou as vendas externas, com US$ 11,52 bilhões, seguida pelo Maranhão, com US$ 5,49 bilhões, e Pernambuco, com US$ 2,36 bilhões. Ceará exportou US$ 2,30 bilhões, Rio Grande do Norte US$ 1,14 bilhão, e Piauí US$ 850 milhões. Alagoas vendeu US$ 580 milhões, Sergipe US$ 510 milhões e Paraíba US$ 140 milhões ao mercado externo.
No lado das importações, os produtos minerais dominaram a pauta, com US$ 10,98 bilhões, quase 40% do total comprado pela região. Os produtos químicos somaram US$ 4,56 bilhões, e o grupo de máquinas, aparelhos e material elétrico alcançou US$ 3,34 bilhões.
Estados Unidos e China foram os principais fornecedores do Nordeste, com US$ 7,71 bilhões e US$ 5,19 bilhões, respectivamente. Rússia vendeu US$ 1,55 bilhão e Argentina US$ 1,42 bilhão para a região.
O estado baiano também liderou nas importações, com US$ 12,83 bilhões, seguida por Maranhão, com US$ 10,50 bilhões, Pernambuco, com US$ 7,10 bilhões, e Ceará, com US$ 6,50 bilhões. Paraíba importou US$ 1,47 bilhão e Alagoas US$ 1,31 bilhão. Sergipe comprou US$ 842 milhões do exterior, Rio Grande do Norte US$ 658,49 milhões e Piauí US$ 362,41 milhões.
SUDENE
A Sudene apontou que o comércio com outros países contribuiu para o desenvolvimento da região. As exportações ainda geram postos de trabalho, elevam a renda da população e abrem espaço para novos negócios.
Para o economista e coordenador-geral de Estudos e Pesquisas do órgão, José Farias, o desempenho reforça o papel das exportações como vetor de desenvolvimento.
“Por um lado, as exportações são um canal comercial relevante. Por outro, a partir do cenário das importações, é possível identificar oportunidades e estruturar estratégias de abertura de novos negócios internacionais, agregação de valor aos produtos e geração de emprego, renda e melhoria de produtividade. A competitividade do cenário internacional não é simples, mas, neste contexto, o Nordeste tem potenciais interessantes que despertam cada vez mais o interesse internacional”, detalhou José Farias.
Site Benews – 04/02/2026
