2021-09-23
Mais de 150 organizações pedem ação para descarbonizar o transporte marítimo até 2050

Signatários do chamado para a descarbonização do transporte marítimo incluem Canal do Panamá, Maersk, BW LPG, Hapag-Lloyd, Mitsui OSK Lines, MSC Mediterranean Shipping e o Porto de Rotterdam

 O Canal do Panamá e mais de 150 outras organizações em toda a cadeia de valor marítima assinam nesta quarta-feira (22) um apelo da indústria para que os líderes mundiais se comprometam a descarbonizar o transporte marítimo internacional até 2050. O apoio a emissão zero em escala industrial se daria por projetos e por meio de ações nacionais, com medidas de política.

Os signatários do documento "Call to Action for Shipping Descarbonization" incluem muitos dos maiores atores do mundo no comércio global, como Maersk, BHP, BP, BW LPG, Cargill, Carnival Corporation, Citi, Daewoo, Euronav, GasLog, Hapag-Lloyd, Lloyd's Register, Mitsui OSK Lines, MSC, Olympic Shipping, Porto de Rotterdam, Rio Tinto, Shell, Trafigura, Ultranav, Volvo e Yara. Cada signatário assumiu compromissos climáticos e está tomando medidas concretas.

“Além de ser um atalho para o comércio global, o Canal do Panamá reconheceu há muito tempo que a descarbonização do transporte marítimo requer uma colaboração e compromisso de todos os participantes para uma cadeia de suprimentos mais sustentável”, disse o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez Morales. “No início deste ano, estabelecemos o objetivo estratégico de nos tornarmos uma entidade neutra em carbono até 2030, mantendo nosso compromisso de participar dos esforços da indústria marítima em todo o mundo.”

Conforme citado em novo relatório emitido pelo Pacto Global da ONU "Traçando uma Trajetória de 1,5 C para o Transporte Marítimo", o Canal do Panamá estabeleceu suas próprias metas de descarbonização ao mesmo tempo em que estabelece iniciativas para incentivar as companhias marítimas a minimizar sua pegada de carbono.

Os objetivos do Canal do Panamá para se tornar neutro em carbono até 2030 foram anunciados oficialmente em abril. A autoridade do canal começou a rastrear sua pegada de carbono em 2013 com a intenção de alinhar melhor suas operações aos objetivos globais de redução de emissões para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.

A hidrovia reforçou esses esforços com uma ideia inovadora em 2016 promovendo trânsitos verdes através do programa de reconhecimento ambiental "Green Connection" e criando uma Calculadora de Emissões em 2017, ferramenta que permite às companhias marítimas medir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) por rota.

Desde então, o Canal passou a apresentar vários programas para consolidar seu valor e se posicionar como uma rota verde para o comércio marítimo, desde a oferta de incentivos para companhias marítimas sustentáveis à parceria com comunidades na bacia do Canal do Panamá para garantir o uso sustentável dos recursos naturais da área.

Site: Portos e Navios – 23/09/2021


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