MS registra superávit de US$ 802 milhões na balança comercial agropecuária
Soja, carne bovina e celulose lideram exportações; células fotovoltaicas ganham espaço nas importações
O estado do Mato Grosso do Sul (MS) fechou maio deste ano com superávit de US$ 802,2 milhões na balança comercial agropecuária, segundo o boletim da balança comercial elaborado pela equipe econômica da Aprosoja/MS. As exportações chegaram a US$ 993,3 milhões, enquanto as importações ficaram em US$ 191 milhões — o que coloca o volume exportado em patamar cinco vezes acima do importado. O resultado, sustentado pela força do agronegócio, também trouxe um dado que chamou a atenção: o avanço das células fotovoltaicas entre os produtos mais importados pelo Estado.
De acordo com o estudo, a soja e seus resíduos concentraram 44,5% das vendas externas em maio, a carne bovina ficou na segunda posição, com 20,9% das exportações, e a celulose respondeu por 18,2% da pauta.
A participação da soja no resultado de maio já reflete a sazonalidade do setor: após o pico da colheita, os embarques do grão entram em queda. A carne bovina, por outro lado, manteve os volumes exportados ao longo do mês e funcionou como fator de equilíbrio para o resultado positivo da balança. A celulose registrou redução no volume embarcado, o que alterou a posição do produto entre os principais itens da pauta, mas não chegou a comprometer o desempenho geral das exportações.
Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o comportamento da balança mostra a capacidade do setor de sustentar resultados mesmo em períodos de menor volume de embarques de soja.
“Mesmo com a desaceleração natural das exportações de soja neste período do ano, Mato Grosso do Sul mantém uma balança comercial bastante robusta”, afirma.
ENERGIA SOLAR
O gás natural seguiu como o principal produto importado pelo Estado, com 33,3% do total. O movimento mais relevante nas importações, porém, veio das células fotovoltaicas, que chegaram à segunda posição, com 13,8% das compras externas.
Borges Filho vê no dado uma mudança de perfil nas importações do Estado. “O destaque para a importação de células fotovoltaicas demonstra que o Estado acompanha uma tendência global de transição energética, enquanto o forte desempenho das exportações agropecuárias continua garantindo um saldo comercial expressivo e contribuindo para a dinâmica econômica regional”, diz o analista.
IPCA
O boletim também registrou queda no ritmo dos índices de inflação acompanhados pelo setor.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,58% em maio e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,84%. A acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional foi o fator que mais influenciou o desempenho do IGP-M, com impacto direto nos preços ao produtor.
Site Benews – 16/06/2026
