Novo Plano Nacional de Logística priorizará integração entre rodovias, ferrovias e portos
A nova estratégia
O futuro Plano Nacional de Logística (PNL), a ser lançado no próximo mês, mostrará uma mudança na estratégia do Governo Federal para desenvolver o setor de transportes. O foco do Planalto não será mais trabalhar com concessões isoladas, mas explorar rodovias, ferrovias, hidrovias e portos que atuem de forma integrada a corredores de importação e exportação. A novidade foi destacada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, no último sábado, durante sua participação no Fórum Esfera Brasil 2026, em Guarujá (SP).
Rotas da produção
Segundo Santoro, o novo PNL também irá acompanhar a mudança geográfica da produção brasileira, que se deslocou massivamente em direção ao Centro-Oeste e ao Norte do País.
Frete mais barato
O objetivo financeiro e operacional do futuro plano estipulado pelo ministro é agressivo e mexe diretamente com o bolso do exportador: fazer com que o custo do frete para levar a carga do interior produtor (como Sinop, em Mato Grosso) até os terminais de escoamento seja menor do que o custo do frete marítimo entre o Porto de Santos e o Porto de Xangai, na China. Para alcançar essa eficiência, as novas concessões de rodovias e ferrovias estão sendo desenhadas de forma amarrada aos complexos portuários, combatendo o histórico gargalo de filas, atrasos e custos de transbordo ineficientes.
Padronização
George Santoro também destacou o avanço na velocidade das entregas de infraestrutura. Segundo ele, essa maior agilidade é fruto de uma profunda reformulação burocrática interna na Esplanada. Entre as ações adotadas, está a padronização regulatória – que consegue reduzir o ciclo de maturação de um projeto (do estudo inicial ao leilão) de sete anos para apenas dois anos e meio, com a meta de bater a marca de dois anos. Essa padronização acelerou as análises e reduziu o tempo de tramitação em órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).
Site Benews – 26/05/2026
