2026-04-07
Dragagem de manutenção é retomada no canal de Itajaí após 50 dias

Draga Njord iniciou os trabalhos durante o final de semana após assinatura de contrato com a empresa Van Oord

Foi retomado neste sábado (4), após 50 dias parado, o serviço de dragagem de manutenção no Rio Itajaí-Açu, canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. A retomada ocorre após assinatura do contrato e a ordem do serviço.

O contrato foi firmado entre a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), Autoridade Portuária Federal que administra o porto catarinense, e a empresa Van Oord, pelo valor de R$ 63,8 milhões, com prazo vigente de 12 meses. Há possibilidade de prorrogação por até 48 meses, o que garante mais previsibilidade para a manutenção do canal e para as operações portuárias nos próximos anos.

Segundo a engenheira civil e superintendente da dragagem da Van Oord, Stephanie Creato Souza, os trabalhos começaram com a dragagem por injeção de água, aproveitando a disponibilidade de berços no Porto de Itajaí para retirada de materiais e restabelecimento das cotas operacionais.

“Estamos iniciando o serviço de dragagem de injeção de água com a draga Njord e aproveitamos que temos berços disponíveis com o objetivo de retirar os materiais e restabelecer as cotas do Porto de Itajaí. O objetivo é manter a navegabilidade e a praticabilidade do Canal”, afirmou.

A contratação contempla a dragagem de manutenção do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí, incluindo canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, garantindo as profundidades necessárias para a navegabilidade e a segurança das operações.

Além de beneficiar o Porto de Itajaí, operado pela JBS Terminais, a dragagem para manutenção do calado atual beneficia os terminais privados da região, que inclui a Portonave, terminal de contêineres localizado em Navegantes.

A Van Oord executou os trabalhos de dragagem de manutenção no canal de acesso desde o ano passado, cujo contrato se encerrou em 13 de fevereiro de 2026. Desde então, o canal está sem os serviços, mas segue com operações regulares de navios, com as profundidades e calado máximo sendo observados pela Autoridade Portuária e autoridade marítima.

Site Benews – 07/04/2026


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