2026-03-09
Porto de Maceió tem queda de 6,1% na movimentação de 2025

Foram 2,5 milhões de toneladas em 2025; açúcar liderou exportações, e adubo concentrando importações

O Porto de Maceió movimentou 2.513.050 toneladas em 2025, segundo balanço divulgado pela administração do terminal. O volume considera granéis sólidos, granéis líquidos e carga geral processados durante o ano nas operações de longo curso e cabotagem. O resultado representa retração de 6,1% em relação a 2024, quando o porto registrou 2.677.581 toneladas.

Apesar da queda no volume total, de acordo com o terminal, o porto mantém a função como polo logístico para Alagoas. As operações atendem tanto o comércio exterior quanto o abastecimento regional, com destaque para o transporte de derivados de combustíveis e insumos.

O administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, relaciona os números de 2025 ao comportamento do mercado e à necessidade de gestão estratégica.

“Cada ano apresenta seus desafios e particularidades. Seguimos atentos às movimentações do mercado e trabalhando para garantir operações seguras, organizadas e competitivas. O Porto de Maceió tem papel fundamental na economia de Alagoas e nossa missão é assegurar que ele continue preparado para atender às demandas com responsabilidade e eficiência”, afirmou.

RANKING

Entre os produtos exportados em 2025, o açúcar aparece em duas modalidades: ensacado e a granel. O melaço, subproduto da indústria sucroalcooleira, também integra a pauta de vendas externas. O minério de cobre, petróleo bruto e óleo diesel completam a lista de cargas que saem do terminal alagoano.

A composição das exportações revela a vocação agroindustrial e mineral do estado. O açúcar concentra parcela significativa das operações de longo curso, enquanto os derivados de petróleo atendem demandas específicas do mercado externo.

No segmento de importação, o adubo a granel lidera a movimentação. O produto atende a demanda da agricultura estadual e regional. O clinker, insumo para produção de cimento, o sal e o coque de petróleo formam o conjunto de cargas que entram pelo porto.

Essas importações abastecem tanto a indústria quanto setores de infraestrutura. O clinker alimenta a produção de cimento, enquanto o coque de petróleo atende processos industriais que demandam combustível sólido. O sal abastece indústrias químicas e de alimentos da região.

As operações de longo curso concentraram a exportação e importação de cargas estratégicas durante o ano passado. A cabotagem, por sua vez, manteve participação relevante no abastecimento regional, especialmente no transporte de derivados de combustíveis e insumos essenciais.

Site Benews – 09/03/2026


Voltar