2026-01-21
Chuvas travam colheita e geram gargalos nos portos

Segundo os dados da Grão Direto, as principais regiões produtoras do país possuem cenários distintos

A safra de soja de 2026 enfrenta um clima instável que interfere diretamente nas operações de colheita e no fluxo de embarques nos terminais portuários brasileiros. Segundo os dados da Grão Direto (plataforma de comercialização digital que conecta compradores e vendedores de grãos), as principais regiões produtoras do país possuem cenários distintos.

Exemplo, no Sul, um ciclone trouxe precipitações o que beneficiou plantações de ciclo mais longo e reduziu riscos de quebra. Já no Centro-Oeste, a umidade em excesso comprometeu a qualidade dos grãos e paralisou as máquinas no campo.

NÚMEROS

Em Chicago, o contrato para março deste ano fechou a sexta-feira (16) a US$ 10,56 por bushel, com baixa de 0,66%. A projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica produção brasileira de 178 milhões de toneladas.

No Brasil, os preços oscilam conforme a dinâmica portuária. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais elevou a previsão de embarques para janeiro: 3,73 milhões de toneladas, avanço de 55% em relação à estimativa inicial.

O índice FOB Santos recuou 2,52% e terminou a semana a R$ 130,10 por saca. Já o FOB Rio Grande apresentou queda menor, de 1,28%, e fechou a R$ 130,90. O câmbio próximo de R$ 5,40 influencia essas oscilações.

CHUVA

A velocidade da colheita define os próximos passos do setor. Previsões meteorológicas indicam chuvas em Mato Grosso e Goiás, o que pode travar o escoamento nos portos. Atrasos no carregamento dos navios geram demurrage — multas por tempo de espera — e pressionam os valores pagos ao produtor. A falta momentânea de grão disponível, no entanto, abre espaço para negociações pontuais com cotações mais firmes.

Site Benews – 21/01/2026


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