2026-01-06
BNDES destina R$ 2 bilhões para ferrovia em Mato Grosso

Recurso financia trecho de 162 km entre Rondonópolis e Dom Aquino, com conclusão prevista para 2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a quantia de R$ 2 bilhões para a Rumo S.A. concluir a etapa inicial da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT). O trecho liga Rondonópolis ao terminal da BR-070, em Dom Aquino, e abrange 162 quilômetros. O banco subscreve debêntures no volume total da emissão, que coordenou. As obras desta fase terminam no segundo semestre de 2026.

O projeto completo da FMT prevê a implantação de cerca de 743 km, divididos em cinco fases. A ferrovia interliga as cidades de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com ramal para Cuiabá. A execução deverá gerar 114 mil empregos.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca que a ferrovia reduz custos logísticos e aumenta a competitividade dos produtos no mercado internacional. “Além disso, a ferrovia trará impactos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, uma vez que o modal ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário”, afirma.

A malha ferroviária atualmente conta com cerca de 30 mil quilômetros em processo de expansão e modernização. Foto: FMT/Rumo

Rumo

Para a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, o investimento na expansão ferroviária alavanca a competitividade e sustentabilidade para o agronegócio e para a economia.

“Nossos trilhos têm papel essencial de conectar cadeias produtivas diversas aos mercados internacionais com eficiência, segurança e baixo carbono. Desta forma, contribuímos para o país fazer valer suas vantagens competitivas com protagonismo na arena global”, relata Natália.

A Rumo realizou três emissões em 2025, com total de R$ 4,8 bilhões captados em debêntures incentivadas. O recurso financia investimentos na Ferrovia de Mato Grosso e na Malha Paulista.

Malha ferroviária

A malha ferroviária atualmente conta com cerca de 30 mil quilômetros em processo de expansão e modernização. Os projetos somam mais de 12 mil km de trilhos autorizados ou em andamento. O Governo destinou R$ 94,2 bilhões até 2026 para obras como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Transnordestina.

Em 2024, o transporte de carga geral atingiu recorde de 150 milhões de toneladas úteis, segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários. No total, incluindo minério de ferro, as ferrovias movimentaram 540 milhões de toneladas úteis (TU), crescimento de 1,83% em relação a 2023. O minério de ferro totalizou 390 milhões de TU. Entre as cargas gerais, celulose cresceu 26,4%, açúcar avançou 15,8% e contêineres aumentaram 8,73%.

Site Benews – 06/01/2026


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