Porto de Paranaguá registra alta de 58% na movimentação de veículos em 2026
Complexo paranaense movimentou 107,1 mil automóveis entre janeiro e agosto, impulsionado pela chegada de novas montadoras asiáticas
A movimentação de veículos no Porto de Paranaguá (PR) registrou um crescimento histórico no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Impulsionado pela expansão da frota de veículos elétricos e híbridos trazidos da Ásia, o volume de desembarques de automóveis importados pelo complexo paranaense disparou 382% entre janeiro e agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando o fluxo total (somatório de importações e exportações), Paranaguá movimentou 107,1 mil veículos de janeiro a agosto de 2026. O resultado em apenas oito meses ultrapassa com folga a marca totalizada ao longo de todo o ano de 2025 (106,7 mil unidades) e representa uma alta de 58% frente aos 67,8 mil automóveis registrados em igual intervalo de 2025.
O motor dessa arrancada logística é a atração de quatro novas montadoras estrangeiras que escolheram a estrutura operada pela Portos do Paraná como porta de entrada oficial para o mercado brasileiro: Omoda, Jaecoo, GWM e Jetour. Elas se juntam ao grupo de fabricantes tradicionais que já utilizam Paranaguá para suas operações de comércio exterior — como Audi, Renault, Fiat, GM e Volkswagen —, além da chinesa Geely, que iniciou suas movimentações no porto em 2025.
A China consolidou-se como o principal país de origem dos automóveis desembarcados no litoral paranaense em 2026, respondendo por 63% do total. O México ocupa a segunda posição, seguido pela Alemanha.
Nos dados oficiais do sistema Comex Stat (Governo Federal), medidos em peso e não em unidades, o Porto de Paranaguá alcançou 137 mil toneladas de veículos importados em 2026, figurando na 2ª posição nacional, atrás apenas do Porto de Vitória (ES).
Voos reorganizados
A companhia aérea Latam deu início a uma readequação pontual na sua malha aérea internacional a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), visando capturar os fluxos turísticos e corporativos da alta temporada do fim de ano de 2026 e do inverno no Hemisfério Norte. As movimentações atingem operações de longo curso direcionadas à Europa, África e Estados Unidos, ajustando a oferta de assentos conforme a sazonalidade e a rentabilidade de cada mercado.
Site Benews – 21/09/2026
